Repudiamos veementemente a invasão à Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro empreendida na manhã de hoje (03/01) por Donald Trump. A recém coletiva de imprensa de Trump deixa as suas intenções absolutamente claras: estamos vivenciando um retorno da Doutrina Monroe, que procura impor os interesses econômicos das empresas dos Estados Unidos aos países da América Latina. Sabemos igualmente que a Democracia na Venezuela passou por um processo de enfraquecimento com os ataques de Maduro a qualquer tipo de mobilização popular nas ruas, porém não se trata absolutamente de Democracia. Trump deixa claro que a questão é exclusivamente econômica e geopolítica. Estamos vivenciando o retorno do imperialismo, na qual a economia extrativista do petróleo e das terras raras são cada vez mais fundamentais em uma economia mundial cada vez mais oligopolizada. Trump deixa claro que, quem quer se seja empossado, terá que se curvar aos interesses das petrolíferas estadunidenses. O fato de se ter um presidente sequestrado na América Latina para ser julgado pelo Poder Judiciário de outro país é um precedente perigosíssimo para o Brasil e para todos os demais países latino-americanos. Se trata de um aviso nítido: quem não se curvar aos interesses das empresas dos EUA pode sofrer a mesma interferência. Defendemos de forma irrestrita a lei internacional e a autodeterminação dos povos como único caminho viável para uma América Latina livre, democrática, popular e soberana.
Nota de Repúdio à invasão da Venezuela
